domingo, 21 de janeiro de 2018

Reflexo

E ao sentir respiro grande...ao ver-te assim, tão imensa doçura, amor meu, julgo trazer dentro de mim um pedaço de sinestesia que aquieta o susto desta mágica que acontece quando a tardinha cai...e os seus olhos suspiram meu desejo de ir até você, estender meus braços até sua grandiosa presença.  Por nao caber o abraço aconchego, me contento em levar minha mão à sua testa e sentir suas lágrimas refletirem minha imagem abismada. De abismo. Abismo traduzido em me encontrar sendo alvorada, já com noite posta.
Você me contou histórias e levei teu coração comigo. Guardo ele aqui e conto do amor que vi/senti aos poucos que despertam. Às borboletas tambem falo de ti, às pedras que massageiam meus pés quando conto ao rio da tua grandeza. Conto às estrelas das noites consteladas do encanto da tua Vitória. Dos que te protegem. Do Santuario...daquele portal.
Não quero minhas mãos vazias disso, meus sonhos perdidos nesta vasta ilusão cotidiana como névoa que se dissolve e desaparece.
Quero o peso de nuvens sobre o meu coração, e não de montanhas.
É por isso que te conto.  Que te lembro. Que te agradeço. Que canto teus olhos e declaro neste pedaço de espaço com poder de partilha que te enxergo por dentro
E muito mais do que isso: você me reparou em lágrimas, com teus olhos imersos na minha alma, por hora frágil, que os mais delicados  sonhos tecemos com amor.
Dedicado a cada milímetro das mais de 1 tonelada deste ser vivo que me reflete.
À Patrícia e ao Vitor, incansáveis mestres do amor e da força - vida longa.
À Rosmari, que tanto pediu pra que um texto saísse inspirado nesta foto durante este ano que passou...(esta foto aconteceu há mais de ano), e eu sempre respondia: "em boa hora"!
A hora chegou, aqui está.
Dedico esse relato à todas as pessoas que pude inspirar e que me inspiram veganismo. À todos que se transformaram e me transformaram, me inspiraram seguir.
Davi, Diego, Samantha, Vanessa, Lilia, Fernanda, Dani Zukerman, Nana Índigo, Rosmari, e tantas tantas tantas outras...
Até aos que me chamam de louca, por que são incentivo na jornada. Espero um dia andarmos de mãos dadas. (Continua nos comentários)

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