domingo, 21 de janeiro de 2018

Ciodiriona

Sugeri ao meu mundo nova aparência, ao meu vocabulário, novo conceito - outra pronúncia.
Diante desse sol ardente, que ferve lava no vulcão que habita minh'alma, renuncio e refaço conceitos antes impostos, expostos por aí.
Porque temos olhos pra ver os astros e não braços dignos de alcançá-los? Porque quase nada precisa ser tangível ou ins-pira resposta.
A flor é uma flor, porque é.
Maior seria boiar no acaso das correntes sobre um mar de cristalinas chamas mornas.
Sede estranha.
Carrego nas costas o coração desfeito. Ele nao é exatamente pesado, mas frágil de des-pedaços. Ânsia louca, infinita vontade de soltar os des - pedaços trancados naquele cofre perfumado, onde se expandem presos esses fragmentos de coração conceito. E reconstruí-los como imagino os vestidos perfeitos que embalançam  ao vento, como pétalas.
O coração sente assim pq sim. Passa em meu olhar mundos inteiros e ao sentir tanto tão grande, julgo trazer em mim uma constelação de sonhos ainda intactos sob a nuance do que existe, talvez pelo prazer de destruir. E de reconstruir; Com outras peças, texturas - espaços, num país de ilusão que não escolhi por nao imaginar sequer existir. Mas existe, eu sei.
No coração onde habito, existe um lindo caos jardim. Plantei rosas nesse jardim que é muito nosso. Eu desafiei a anatomia da rosa e nelas, nas rosas do nosso jardim não nascem espinhos.
Pousa em mim uma sede de infinito mas eu sei que posso dormir e me permitir nao entender tudo e ainda despertar suspirando sendo Sabrina em um outro eu, que sequer conheço- Ainda.
A reconstrução demanda transpiração e estamos tecendo o desconhecer.
Rosas brancas despetalam dançando sobre o meu rosto, secas. Ave a tombar, asas feridas, penas de passaro, pétalas das rosas que um dia ganhei surpresa no doce poente que precede a primeira estrela.
E nessa noite de lua cheia que ilumina mais que sol, abre-se noite em mágico luar e amanhece em mim a vontade da prece sem hora e sem nome. A conversa que me propus dia desses, cara a cara com o desmistério que realizo D'us em mim.
Nao te deslumbrar ao brilho do Luar, doido coração! O céu ainda nem pensou em amanhecer nessa mágica tarefa do viver.
Secou...

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