terça-feira, 28 de junho de 2016

Sobre ser feliz

Há uma sabedoria em mim, por esses tempos, à procura de 

uma infelicidade produtiva. Sim, porque pessoas 

extremamente felizes me irritam...“Bons dias” entusiasmados

 às 8 da matina não me apetecem (Tenho a sensação de

 que o Bozo se apossou da alma dessas pessoas... Quem

 consegue ser tão drasticamente feliz assim de manhã?, rs).

 Isso me causa um súbito terror matinal. Pessoas ''felizes''

 assim são

desequilibradamente saltitantes e condicionam uma

 entonação na voz que...sei lá.

Confesso que são mais bem vistos aos meus 


olhos,instintivamente falando, olhares mais profundos,

 penosos e preocupados. Assim é. Me inspiram mais.

Ter que enfrentar as peripécias do infortúnio social que


 ronda o meu País e os nervos emocionais típicos de um 

século 21 alucinado, É PUXADO, Ô SE É!

Acho a seriedade atraente, a sobriedade inteligente e firme


 por si, só.

E acho que a sobriedade e a seriedade são derivadas da


calma.

E a calma, por sua vez, provém de um certo tempo interior.


Hoje as pessoas vivem à velocidades completamente idiotas.

Eu tenho precisado perder meu tempo e nele, vivenciar


 minhas escolhas, meus sentimentos e minhas conquist

as com mais propriedade. E pra isso, eu preciso de TEMPO.

Soframos então, com êxito.


COMO? Um exemplão: 


Para Proust, a dor é uma forma de adquirir sabedoria, de desenvolver a nossa ginástica mental ''A felicidade faz bem ao corpo, mas é o sofrimento que desenvolve a força da mente'', diz Marcel Proust
Eu, Sabrina, sou contra a corrente da constante busca da felicidade perdida, ou nunca encontrada, dá no mesmo...Essa não é só uma metáfora do clássico: ''Em busca do tempo perdido'', mas é um toque pra que de fato consigamos enxergar clareza nas formas de infelicidade produtiva, nas seriedades da vida, na constância dos dissabores, na estabilidade de quem tudo pode pra quem tudo passa.
Essa busca frenética de estabilidade emocional, espiritual, material e social acabam comigo.
Aguardar as urgências sem as satisfazermos instantaneamente é o que constrói a nossa alma e as nossas reais vontades como pessoas que almejam uma mínima evolução nessa era do ''à jato''.
De instantâneo pra mim, minha gente...nesses dias de quem eu sou hoje, só um expresso.

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