Há uma sabedoria em mim, por esses tempos, à procura de
uma infelicidade produtiva. Sim, porque pessoas
extremamente felizes me irritam...“Bons dias” entusiasmados
às 8 da matina não me apetecem (Tenho a sensação de
que o Bozo se apossou da alma dessas pessoas... Quem
consegue ser tão drasticamente feliz assim de manhã?, rs).
Isso me causa um súbito terror matinal. Pessoas ''felizes''
assim são
desequilibradamente saltitantes e condicionam uma
entonação na voz que...sei lá.
Confesso que são mais bem vistos aos meus
olhos,instintivamente falando, olhares mais profundos,
penosos e preocupados. Assim é. Me inspiram mais.
Ter que enfrentar as peripécias do infortúnio social que
ronda o meu País e os nervos emocionais típicos de um
século 21 alucinado, É PUXADO, Ô SE É!
Acho a seriedade atraente, a sobriedade inteligente e firme
por si, só.
E acho que a sobriedade e a seriedade são derivadas da
calma.
E a calma, por sua vez, provém de um certo tempo interior.
Hoje as pessoas vivem à velocidades completamente idiotas.
Eu tenho precisado perder meu tempo e nele, vivenciar
minhas escolhas, meus sentimentos e minhas conquist
as com mais propriedade. E pra isso, eu preciso de TEMPO.
Soframos então, com êxito.
COMO? Um exemplão:
Para Proust, a dor é uma forma de adquirir sabedoria, de desenvolver a nossa ginástica mental ''A felicidade faz bem ao corpo, mas é o sofrimento que desenvolve a força da mente'', diz Marcel Proust
Eu, Sabrina, sou contra a corrente da constante busca da felicidade perdida, ou nunca encontrada, dá no mesmo...Essa não é só uma metáfora do clássico: ''Em busca do tempo perdido'', mas é um toque pra que de fato consigamos enxergar clareza nas formas de infelicidade produtiva, nas seriedades da vida, na constância dos dissabores, na estabilidade de quem tudo pode pra quem tudo passa.
Essa busca frenética de estabilidade emocional, espiritual, material e social acabam comigo.
Aguardar as urgências sem as satisfazermos instantaneamente é o que constrói a nossa alma e as nossas reais vontades como pessoas que almejam uma mínima evolução nessa era do ''à jato''.
De instantâneo pra mim, minha gente...nesses dias de quem eu sou hoje, só um expresso.
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