Graças a D"us!
Quanto sofrimento eu sentia ao te ouvir maltratada, jogada na lábia,
sem ponto, sem vírgula,
errada, sem nexo!
sem ponto, sem vírgula,
errada, sem nexo!
Sem tempo, sem verbo, sem ação!
Que nossos ouvidos ouçam o renascer suave e claro de uma voz sã.
Vamos saudar a língua portuguesa, estocar nossas forças pro que vem pela frente. Sigamos retos e eretos! Afinal...somos todos Homo Sapiens
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Que nossos ouvidos ouçam o renascer suave e claro de uma voz sã.
Vamos saudar a língua portuguesa, estocar nossas forças pro que vem pela frente. Sigamos retos e eretos! Afinal...somos todos Homo Sapiens
E ponto final
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☘Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!☘
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!☘
Soneto "Língua Portuguesa" de Olavo Bilac
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